Sessão Pública Solidariedade com o Saara Ocidental


O livro «Décadas de Luta pela Paz» foi apresentado, segunda-feira, 5, no Porto, numa sessão realizada na Casa do Infante que contou com a participação do historiador e professor universitário Manuel Loff, o coordenador do grupo de trabalho que elaborou o livro, Gustavo Carneiro, e a presidente da direcção nacional do CPPC, Ilda Figueiredo, que assumiu a condução dos trabalhos.
Nas intervenções proferidas sublinhou-se a importância da obra em trazer para a actualidade aquelas que são causas antigas e de inegável importância, como a paz, o desarmamento e a solidariedade aos povos que enfrentam a agressão, a ingerência ou a opressão. Salientada foi também a abrangência que o movimento da paz alcançou - em questões como a exigência do desarmamento nuclear ou a solidariedade com os povos da África Austral ou Timor, entre muitos outros - e os valores que desde sempre o nortearam, e que são hoje mais actuais do que nunca.
Os oradores realçaram ainda o papel dos valores inscritos na Constituição da República Portuguesa e na Carta das Nações Unidas para a salvaguarda da paz e da segurança internacionais e na garantia dos direitos nacionais dos povos.

A 5 de Junho assinalam-se 50 anos sobre a ilegal ocupação dos territórios palestinianos da Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental, bem como dos Montes Golã da Síria, de parte do Sinai egípcio e das Quintas de Shebaa do Líbano, por parte de Israel, durante a «guerra dos seis dias» em 1967.
Após 50 anos, o Estado de Israel continua a impor de forma violenta o seu domínio de toda a Palestina, em frontal desrespeito pelo Direito Internacional e em confronto com inúmeras resoluções das Nações Unidas.
A ilegal ocupação dos territórios palestinianos por parte de Israel é marcada por sistemáticas agressões militares e hediondos crimes; pela prisão de milhares de palestinianos, incluindo crianças; pela demolição de milhares de lares palestinianos e pelo confisco de terras; pela expansão dos colonatos e postos de controlo; pela construção de um muro de separação; pela transformação da Faixa de Gaza na maior prisão do mundo; pela exploração, opressão, divisão e humilhação dos trabalhadores e do povo palestinianos, pela brutal e constante negação dos seus direitos.

No dia em que se assinalam 50 anos da ocupação militar israelita, em 1967, dos territórios palestinianos da Cisjordânia, da Faixa de Gaza e de Jerusalém Oriental, e também dos Montes Golã sírios, de parte do Sinai egípcio e das Quintas de Shebaa libanesas, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) reafirma a sua solidariedade e determinação de prosseguir a sua histórica intervenção pela justa causa do povo palestiniano.
Evocar meio século de ocupação da totalidade da Palestina, que se seguiu a uma primeira vaga de expulsão dos palestinianos com a criação do Estado de Israel, em 1948, é denunciar os sucessivos crimes e massacres cometidos contra a população palestiniana; é recordar as aldeias arrasadas, as terras roubadas, as casas demolidas; é lembrar os milhares de presos, incluindo crianças, e os milhões de refugiados espalhados pelo mundo; é ter presente a humilhação diária que é imposta às populações palestinianas, com os colonatos, os postos de controlo, o muro de segregação, o cerco à Faixa de Gaza, e as dramáticas condições de sobrevivência que são impostas pelas autoridades israelitas e a sua política sionista ao povo palestiniano.